sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

E aí educador?!




A educação ainda é o caminho para a diminuição da desigualdade social que assola não só o nosso país, mas a maioria dos países subdesenvolvidos. Países subdesenvolvidos, pois povo educado, “alfabetizado”, estuda, analisa, reflete e busca soluções para os seus problemas, sejam eles políticos, sociais ou financeiros. A educação desmistifica, fecha as portas da ignorância, não a “educação letrada”, mas a de leitura, reflexão, pesquisa, projetos. É difícil conscientizar as camadas privilegiadas da sociedade da importância e da necessidade de investimentos consideráveis na educação, do respeito ao educador e do reconhecimento do seu trabalho. Vi uma reportagem que dizia que todo médico no nosso país é chamado de doutor, um juiz é chamado de doutor, um advogado é chamado de doutor, mas que estes profissionais não são doutores pelo simples fato de terem terminado uma faculdade, um doutorado requer muito mais. O tratamento e a referência a estas pessoas, com este título de doutor está enraizado nas nossas vidas e vem desde a nossa colonização. Temos excelentes doutores na área da educação, mas não são chamados de doutores por onde andam pelo simples fato de serem profissionais da educação! Falta respeito, reconhecimento e conhecimento por parte da população acerca disto e nós, professores, responsáveis pela educação, também não lutamos por melhoria e reconhecimento. Hoje se prega o crescimento do índice do IDEB, pois isto nos elevará a categoria de nação escolarizada, escolarizada mesmo, pois da forma como estamos tratando a educação e "fazendo educação", faremos com que o índice do analfabetismo funcional se eleve também!
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Reflexão acerca do texto de Marcos Bagno PAÍS EMERGENTE, EDUCAÇÃO SUBMERSA...- Abril de 2009


Texto originalmente publicado em 04.07.09 no blog Gestar.Cris, da formadora Cristiane da Cruz, de Campo Formoso - BA.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

O que realmente nos faz aprender?

Foto: internet



Pensando sobre a aprendizagem, que é o foco principal da educação formal (e acho que da vida!), sugiro a leitura de dois textos divulgados na internet, em sites diferentes, mas que tratam de Educação. Um se intitula Nota boa no Enem vai muito além do esforço pessoal. E eu acrescento a essa tese o fato de que não é só a nota boa um índice de que se aprendeu. Há outros fatores. Um deles é o relacionamento que o aluno tem com o professor, com a educação, com o conhecimento e com a escola. A respeito disso, pode-se ver a opinião de Edgard Piccoli, da MTV, numa entrevista ao blog Amigos do Educar.Vejo como uma iniciativa muito importante as pessoas da mídia demonstrarem interesse em discutir o tema e em se mobilizar em favor de um direito básico tão desrespeitado neste país - a Educação.



quinta-feira, 12 de novembro de 2009

MENSAGEM PARA VOCÊS

PASSEI AQUI SÓ PARA DIZER QUE ESTOU MORRENDO DE



BEIJOS!

Carol

Verdades e mitos sobre a educação

Imagem: internet

10/11/2009
Folha de São Paulo

Verdades e mitos sobre a educação

São Paulo, segunda-feira, 09 de novembro de 2009

SABER


VERDADE OU MENTIRA

1. SÓ PAGAR MELHOR O PROFESSOR JÁ MELHORA O APRENDIZADO


Pesquisas nacionais e internacionais indicam que não há relação entre o salário do professor e o aprendizado dos alunos no curto prazo, já que não há impacto imediato na maneira como o professor ensina. No entanto, no longo prazo, alguns especialistas em educação afirmam que isso pode tornar a carreira de professor mais atraente, estimulando os melhores alunos do ensino médio a seguirem essa profissão.


2. MELHORAR A INFRAESTRUTURA DA ESCOLA TEM IMPACTO POSITIVO NO DESEMPENHO DOS ALUNOS


Na avaliação de alunos da oitava série na Prova Brasil de 2007, de 14 CEUs avaliados, 9 tiveram nota menor que a média da rede municipal de São Paulo. Uma das hipóteses é que, sem ter professores preparados para ensinar melhor, dispor de facilidades como piscina, teatro e recursos tecnológicos avançados não traz avanços no aprendizado dos alunos.


3. A PROGRESSÃO CONTINUADA CONTRIBUI PARA PIORAR A QUALIDADE DO ENSINO


Nesse sistema, o aluno não está sujeito a repetência ao fim de cada série, mas ao fim de cada ciclo. Segundo pesquisa de Naércio Menezes Filho, os alunos das redes com progressão continuada têm desempenho muito parecido ao dos alunos de escolas com regime seriado. "Além disto, a evasão é muito maior no segundo caso (seriado)."


4. CURSOS DE RECICLAGEM PARA PROFESSORES AJUDAM A MELHORAR O ENSINO


Estudos feitos no Brasil e no exterior mostram que os professores que fizeram os chamados cursos de formação continuada não passaram a ensinar melhor. Isso porque eles são muito teóricos e influenciam pouco na melhoria do ensino em sala de aula. Mozart Neves, presidente do Todos pela Educação e professor da UFPE, ressalta que o mais indicado seria melhorar a formação dada nas universidades.


5. GASTAR MAIS COM EDUCAÇÃO É SUFICIENTE PARA AUMENTAR O APRENDIZADO DOS ALUNOS


De acordo com levantamento feito por Menezes Filho, municípios que gastam R$ 1.000 por aluno no ensino fundamental têm a mesma nota na Prova Brasil do que municípios que gastam R$ 3.000. O economista Gustavo

Ioschpe lembra ainda que, na maioria dos casos, aumentar os gastos com educação significa elevar os salários dos professores, que não é algo que dá resultados.


6. A ESCOLA NÃO PODE AJUDAR FILHOS DE FAMÍLIAS DESESTRUTURADAS


Para aprender, o aluno deve estar bem emocionalmente, mas isso não quer dizer que a escola deve se eximir de seu papel de educar, diz Magdalena Viggiani Jalbut, do Instituto Superior de Educação Vera Cruz. Além disso, mesmo no caso de uma família fora do padrão (quando mãe e pai não estão interessados na educação do filho), qualquer outro parente, até um primo, pode estimular a criança a aprender, segundo estudos feitos na França citados por Maria Letícia Nascimento, da Faculdade de Educação da USP.


7. SISTEMAS DE ENSINO APOSTILADOS TOLHEM A AUTONOMIA DO PROFESSOR


Estudos feitos por Paula Louzano, doutora em educação pela Universidade Harvard (EUA), mostram que municípios de SP que usam esses métodos estruturados (como os do COC e do Anglo, com apostilas) tiveram desempenho superior na Prova Brasil, na comparação com as demais redes municipais. Em entrevista com professores que usam o sistema, 84% disseram que o desempenho dos alunos melhorou e 36% que o material estimula o aprendizado.

TEXTO EXTRAÍDO DO SITE WWW.STELLABORTONI.COM.BR

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Por que 15 de outubro?

É comum, no mundo todo, existirem datas para se comemorar o dia do professor, do médico, do engenheiro, do enfermeiro, da secretária, do auditor tributário, etc. Mas de onde vêm essas datas? Que história e que ideologia estão por trás delas? No Brasil, as felicitações a mestres e mestras ocorrem no dia 15 de outubro. Por quê? Eu sou professora há 13 anos e somente agora me fiz essa pergunta. Como somos privilegiados e temos o google, descobri muitas e muitas versões da história das quais destaco duas: a da wiki e a de Daniele Moraes. Resumindo: tudo aconteceu por causa de uma santa, a Tereza de Ávila, padroeira dos professores, cuja data de consagração é 14/10 ou 15/10(?). Depois, a data virou decreto, lei e agora é tradição. O importante de conhecer a história é entender que desde sempre a profissão é ligada ao feminino e ao "sacerdócio". Insisto em dizer que professor não é mãe nem sacerdote, e que essa deveria ser uma profissão reconhecidamente importante. Os que a exercem devem ser éticos e competentes acima de qualquer coisa, pois lidam com pessoas e marcam as vidas delas de forma positiva ou negativa, a depender de sua atuação. Ser professor é, antes de mais nada, ser amante do querer saber, do querer aprender, do querer ensinar, do querer ajudar a encontrar o caminho. Muitos conseguem ir além e ensinar o caminho com sabedoria. E esses são raros, muito raros. Eu tive a sorte de encontrar alguém assim na minha vida - Marta Scherre. A ela o meu mais sincero agradecimento e minha grande admiração. Outros mestres que passaram pela minha vida acadêmica também me marcaram muito - Estanislau, Mércia, Sandra, Denize Elena, Denise Aragão, Rachel Dettoni, Josênia Antunes, Stella Bortoni, Cilene Magalhães, Anthony Naro, Cibele Brandão, Hermenegildo Bastos, Lígia Cadermatori, Tânia Serra, Rita de Cassi, Regina Dalcastagne, Hilda Lontra, Margarida Patriota, Bartho Troccoli, Denilson Lopes, Ludmila Gaudad - e os agradeço imensamente. Também gosto de saber de histórias de professores. E sei de cada história linda e emocionante de colegas dos cantos mais longínquos do Brasil! Para conhecer essas histórias, entre aqui, ou em Moqueca de textos, ou em Raízes maranhenses, ou em Língua do PI. Boa leitura.


FELIZ DIA DO PROFESSOR!


Foto: internet


Vídeo para reflexão
"DEVEMOS LUTAR PELO QUE ACREDITAMOS UMA VEZ QUE TENHAMOS CERTEZA ABSOLUTA DE QUE ESTAMOS CERTOS"

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Anedotinhas do Pasquim

Imagem: internet


De manhã, o pai bate na porta do quarto do filho:

– Acorda, meu filho. Acorda, que está na hora de você ir para o colégio.

Lá de dentro, estremunhado, o filho respondeu:


– Pai, eu hoje não vou ao colégio. E não vou por três razões: primeiro, porque eu estou morto de sono; segundo, porque eu detesto aquele colégio; terceiro, porque eu não aguento mais aqueles meninos.

E o pai respondeu lá fora:

– Você tem que ir. E tem que ir, por três razões: primeiro, porque você tem um dever a cumprir; segundo, porque você já tem 45 anos; terceiro, porque você é o diretor do colégio.

(Anedotinhas do Pasquim. Rio de Janeiro. Codecri, 1981)


Postei esse texto com a intenção de que reflitamos sobre as possibilidades de trabalho com esse gênero em classes de Ensino Fundamental, baseando-se em teorias de interação linguística. Minha intenção, também, é que vocês o utilizem para a análise crítica-reflexiva no seu respectivo blog/portifólio.
Bom trabalho!

Para ler mais anedotas do pasquim, entre aqui.
Saudades de todas e todos.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Revolução?

Confesso que fico temerosa do discurso aparentemente igualitário e inovador do MEC a respeito do Novo Ensino Médio, pois guarda nas entrelinhas a disseminação de uma cultura meritocrática. Acredito que o indíviduo tenha realmente um papel muito importante na construção de sua própria jornada profissional [e pessoal], porém é imprescindível que todos disponham dos mesmos meios para alcançar objetivos. E isso é o que o governo está se propondo a fazer? Apenas 12% da população tem acesso a um ensino básico considerado bom neste país. Sabe de onde vêm esses 12%? Das escolas privadas.

Vejo discursos muito antagônicos atualmente - ao mesmo tempo que se prega a preservação ambiental por meio de ações coletivas, por exemplo, constrói-se uma educação rankeada em que vencem os melhores e em que há diferenças gigantescas separando o público e o privado em se falando de escolas. Ora, a preservação de florestas e rios é parte de um processo educacional que deveria privilegiar desde cedo a consciência de coletividade, de ações conjuntas e realmente grupais. Assim como a preservação dos bens culturais e do patrimônio público. A correta aplicação dos nossos impostos. A realização ética de toda e qualquer tarefa que alguém se proponha a realizar, seja na igreja, no escritório, em casa, na rua, na escola, no hospital. Então, estamos dando voltas em círculos?...

Sou bastante otimista em relação à Educação no Brasil, especialmente na escola pública. Entretanto é realmente necessária e urgente a tal revolução do título da matéria da IstoÉ n. 2079, de 16 de setembro de 2009. Basta entender o verdadeiro conceito de revolução, que não é simplesmente maquiar o modelo educacional existente. É, em sentido político, uma transformação radical. Em sentido figurado, é uma efervescência qualquer. De qual dos dois sentidos está falando a reportagem?

Professores que lutam e acreditam na Educação e na mudança social apoiada pela Educação buscam revoluções cotidianas quando provocam ebulições nos corações juvenis e agem em prol de uma espécie de transformação fundamentada especialmente em necessidades reais de crianças e jovens estudantes já calejados do modelo há tanto vigente. Professores igualmente calejados lutam, com as "armas" de que dispõem, para que as pessoas cresçam enquanto pessoas e enquanto cidadãs para que possam revolucionar(se) com as "armas" de que dispõem.

A minha dúvida é: será que o governo está preocupado em fornecer "armas" iguais, adequadas e suficientes para todos os jovens que conseguem chegar ao Ensino Médio? Quantos conseguem? Quantos permanecem? Segundo dados de Época, n. 587, de 15 de agosto de 2009, dos 10 milhões de jovens brasileiros entre 15 e 17 anos, apenas 5 milhões estão cursando o Ensino Médio, ou seja, a metade. E o MEC vai fornecer "armas" para o professor realizar a revolução?

A grande revolução mesmo seria a audiência dos realmente interessados em todo o processo educacional, aqueles que estão envolvidos diretamente no processo de ensino e aprendizagem - alunos, professores e gestores. E como não acredito na construção de uma sociedade baseada no individualismo - veja o que acontece hoje nos EUA -, espero um dia podermos ter nossas vozes sendo ouvidas pelos órgãos competentes.

Caroline Rodrigues
13 set 2009


Foto: internet